A industrialização do Motion Graphics

O começo da história do Motion Graphics foi marcada por artistas aspirantes à animadores, buscando técnicas e estéticas para poder realizar seus objetivos: contar histórias através da animação. Sim, em um momento já não bastava mais fazer experimentos como fotografar o cavalo em movimento. A animação começa a sair do campo científico e a invadir o entretenimento.

Assim, para se alcançar a produção do Motion Graphics de maneira rápida e barata, a fim de se atender a prazos e demandas do recém-criado mercado cinematográfico, surgem os estúdios de animação. E eles conseguem um enorme feito de primeira: unir a produção artística com a organização empresarial.

O mais interessante desse processo de industrialização foi que ele não depreciou o artista. Aliás, o reforçava sempre como centro de criatividade e inovação estética. Então era um momento onde a arte e a automação conviviam e criavam um novo mercado.

Nesse momento entra a figura de John Randolph Bray. Para fazermos um paralelo, Bray está para a indústria da animação assim como Henry Ford está para a indústria automotiva. John Randolph começou sua carreira como ilustrador de jornais, criando histórias em quadrinhos impressas. Ele abandona a imprensa e começa a empreender no novíssimo mercado da animação.

Sua grande busca trabalhando nos primórdios do Motion Graphics era a de encontrar uma maneira de organizar o processo perfeitamente, pois sabia que ele só teria sucesso competindo com os filmes live action (com atores de verdade). Assim, Bray bebeu da mesa fonte que Ford e estudou e implementou os princípios de gerenciamento e produtividade de Taylor na linha de produção da animação em Motion Graphics.

Os 4 pilares da industrialização do Motion Graphics

Assim, para criar um processo de Motion Graphics mais eficiente, John Randolph Bray se baseou em 4 pilares:

  1. Descartar ou modificar a maneira vigente de se produzir Motion Graphics com técnicas e processos pouco produtivos.
  2. Abandonar a produção individual e partir para uma produção de Motion Graphics em escala e com divisão de trabalho, onde cada artista ficaria responsável por uma etapa da produção.
  3. Proteger todo o processo patenteando-o.
  4. Trabalhar e aperfeiçoar o processo de distribuição e de marketing das suas animações em Motion Graphics.

Concluindo: sabemos do trabalho que é criar um motion graphics. Para ele ter qualidade é preciso muitos profissionais multidisciplinares trabalhando juntos, orquestrados por uma metodologia. Só assim é possível se alcançar a qualidade, criatividade e assertividade necessárias para o trabalho dar resultados.

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